Estudo diz que brasileiros desconhecem os riscos de expor os olhos ao sol

Um levantamento feito pelo Insitituto Penido Burnier, de Campinas, pelo oftalmologista Leôncio Queiroz, apontou que os brasileiros ainda desconhecem os riscos de expor os olhos à luz solar sem proteção. A pesquisa foi feita com 223 pacientes com mais de 50 anos, e mostrou que mais da metade deles, 57,6%, não sabe quais os danos que a radiação ultravioleta (UV) causa à saúde ocular. Já quando o assunto é proteção da pele, 70% dos entrevistados afirmam que usam filtro solar para evitar câncer.


Do total de pacientes ouvidos, 42% afirmam usar óculos com lentes corretivas para corrigir problema de refração– miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Sete em cada 10 óculos de grau dos participantes não tinha filtro UV que protege os olhos da radiação solar. O médico destaca que a falta de filtro nos óculos escuros aumenta o risco de ceratite, catarata precoce e degeneração macular relacionada à idade. Isso porque, no escuro as pupilas dilatam e uma quantidade maior de radiação UV penetra nos olhos.

Efeito cumulativo

O oftalmologista afirma que o sol tem efeito cumulativo sobre os olhos, ou seja, as doenças só aparecem com o tempo. O único efeito imediato, ressalta,  é a fotoceratite que tem como sintoma a sensação de areia nos olhos. Geralmente desaparece espontaneamente quando a pessoa permanece distante do sol, mas provoca a perda de células e pode causar cicatrizes na córnea que comprometem a visão.
A catarata, maior causa de cegueira tratável no mundo torna opaco  o cristalino, lente do olho que focaliza as imagens na retina. O especialista diz que normalmente atinge pessoas com mais de 60 anos, mas a radiação solar antecipa a doença do mesmo jeito que forma rugas na pele mais rapidamente. Resultado – A visão inicialmente embaçada pode evoluir para a completa cegueira. Segundo Queiroz Neto o primeiro sinal da catarata é a troca frequente do grau dos óculos.
Já a degeneração macular relacionada à idade, afirma,  são lesões na mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes. A doença é a principal causa de cegueira definitiva do mundo.

Evidências

O especialista lembra que um levantamento feito nos Estados Unidos com 834 remadores que passaram a maior parte da vida com os olhos expostos constantemente ao sol sem proteção, mostrou que 30% deles (250) tiveram diagnóstico de catarata por volta dos 50 anos. “Embora não exista comprovação científica relacionando estes casos de catarata dos remadores à exposição solar, os indícios são bastante fortes já que os danos provocados aos olhos pelos raios solares não acontecem do dia para a noite”, avalia.
Para o médico, outra evidência do prejuízo à visão decorrente da exposição ao sol é o resultado de alguns estudos populacionais realizados em regiões rurais. No campo a catarata geralmente aparece mais cedo porque as pessoas ficam diariamente expostas ao sol sem qualquer proteção”, comenta.

Óculos de grau com filtro UV

Muitas pessoas, destaca, ignoram que os óculos de grau podem ter  lente com proteção UV e que os óculos de sol podem ter grau. “O filtro que protege os olhos da luz solar nas lentes corretivas é uma película incolor que escurece quando exposta ao [WINDOWS-1252?]sol”, explica.
A recomendação é usar diariamente óculos com filtro solar inclusive no inverno, afirma. Para quem não gosta de usar óculos escuros a dica é proteger os olhos com boné ou viseira que embora não tenham a mesma eficácia das lentes com filtro solar, reduzem a exposição.

Outras doenças

A radiação também pode ocasionar manchas de senilidade e até câncer nas pálpebras. Os óculos com filtro solar funcionam como uma barreira física que protege a região dos olhos. Outra doença bastante comum em pessoas que trabalham exportas ao sol é o pterígio. O especialista explica que por um mecanismo natural de defesa é formada uma membrana que cresce sobre a conjuntiva e que é confundida com catarata pela população. O tratamento inicial é medicamentoso, mas conforme a doença evolui exige remoção cirúrgica.

Artigo enviado pela LDC Comunicação

Óculos escuros evitam a Cegueira da neve!

A maioria das pessoas já sabe que os raios ultravioletas podem causar danos irreversíveis à pele e aos olhos, provocando doenças como catarata e degeneração ocular. Mas, não é somente nos locais de calor que istto pode acontecer. A Cegueira da Neve é uma condição grave que pode levar uma pessoa à cegueira total.

As radiações são invisíveis aos olhos humanos, mas os efeitos são claramente percebidos. Há quase um século, exploradores do Ártico relataram, pela primeira vez, os efeitos adversos da radiação ultravioleta nos olhos. A cegueira da neve ou Snowblindness foi o termo usado por eles para descrever as queimaduras na córnea sofridas por muitos deles diante da grande exposição ao sol e à reflexão pela neve.

Há três tipos de radiação: UV-A, UV-B e UV-C, em ordem decrescente de comprimento de onda. Na teoria, quanto menor o comprimento da onda, pior o dano causado pelo raio. Sendo assim, os raios UV-C seriam os grandes vilões da história. Mas para a nossa alegria, os raios UV-C (< de 280 nanômetros) são absorvidos pela camada de ozônio. Assim, a Cegueira da Neve é causada pelo excesso de radiação UV na córnea, especialmente os raios UV-B.

O Sol é o principal fornecedor de radiação UV mas não é o único! No nosso dia a dia há ainda as lâmpadas de bronzeamento, instrumentos de soldadura, lasers, e outros. As nuvens absorvem parte da luz visível, e em menor grau a ultravioleta e, num dia nublado, a quantidade de UV recebida pode ainda ser grande apesar de não se sentir a luz do sol. A quantidade de UV recebida é aumentada quando é refletida por neve que aumenta esse índice em até 80% dos UV ou pela areia, aumento de até 15%, ou pela espuma do mar que reflete até 25 % dos UV.

Em alta montanha e estações de esqui, a quantidade dos raios UV recebida, por causa da altitude, aumenta. A cada 305 metros mais acima, temos 4% a mais de incidência dos raios UV. Quando o Sol está mais alto, a luz é menos filtrada e 50% dos UV são recebidos entre as 11h da manhã e as 2h da tarde. Por esses motivos, um cuidado especial deve ser tomado por pessoas que pretendem ir para uma montanha com neve.

Os escaladores de alta montanha que precisam usar cilindros de oxigênio (em altitudes extremas-acima de 7000m) se incomodam com o ar quente e úmido que exalam de seus pulmões e acabam embaçando seu goggles e óculos, principalmente durante a descida. Então, é comum que escaladores retirem suas proteções oculares por alguns instantes, que muitas vezes, já são suficientes para causar Snowblindness.

Uma pessoa que se expôs ao sol da montanha pode sentir dor ocular intensa, apresentar olhos vermelhos, aparecimento de halos ao olhar para luz, edema palpebral, aumento visível do lacrimejamento e as pupilas contraídas. E esses sintomas podem levar de 6 a12h para aparecerem. Dependendo da gravidade da lesão e do tratamento recebido, o escalador pode voltar a recuperar a visão em cerca de 18h. E a superfície corneana leva em média de 24-48h para se regenerar. Mas infelizmente há casos onde a cegueira é total e permanente.

Uma vez que o efeito dos UV é cumulativo, a proteção deve fazer-se sempre que seja desenvolvida uma atividade ao ar livre em dias que não estejam muito nublados. Nuvens espessas bloqueiam os UV, mas uma camada de nuvens finas que atenua consideravelmente a luz visível não tem tanto efeito sobre a luz UV. Nesta altura a necessidade de proteção não é tão sentida, mas igualmente necessária.

O objetivo é então bloquear os UV impedindo-os de chegar ao olho. As principais ajudas para este efeito são chapéus e óculos de sol.

Os óculos de sol devem bloquear 99-100% tanto da luz UV-A como UV-B. Além disso, o melhor é ter um óculo que absorva 75-80% na luz visível e idealmente dê alguma proteção para a retina em relação à luz violeta e azul. Um óculos com armação que contorne a face oferece maior proteção porque bloqueia os raios periféricos.

Dica 1: Para quem usa lente de contato, é também necessário o uso de óculos de sol e melhor ainda se as próprias lentes de contacto tiverem filtro para UV, o que já é possível em algumas marcas. Estas lentes de contato não devem ser usadas em substituição do óculos de sol, mas constituem uma proteção adicional aos UV periféricos que passam por fora do óculo de sol.

Dica 2: Em locais de pouca luz e com nevoeiro, é adequado o uso de lentes amarelas, âmbar e dourada, que permitem ver melhor os desníveis de terreno. As lentes rosadas são especialmente indicadas para dias cinzentos, enquanto para os dias com muita luz, as cores como o verde ou o marrom são mais indicadas, porque ajudam a melhorar os contrastes. As lentes com revestimento de espelho, apesar de escolhidas por estética, ajudam a bloquear parte do deslumbramento.

Fonte: Artigo de Karina Oliani para extremos.com.br

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